terça-feira, 21 de outubro de 2014

O homem que matou quase 100 na ditadura militar está arrependido?

O ex-delegado do Dops Cláudio Guerra, matador implacável da ditadura militar, conta como migrou do Esquadrão da Morte para a eliminação de esquerdistas em 1973, no auge da repressão política, e reconhece os seus erros


O ex-delegado do Dops Cláudio Guerra, matador implacável de quase uma centena de pessoas, falou ao jornalista Alberto Dines.

Na Comissão Nacional da Verdade, o ex-policial, poderoso dos anos 70 e 80, contribuiu para o esclarecimento do atentado do Riocentro e a morte da estilista Zuzu Angel em acidente de carro. Os dois com o envolvimento dos agentes de repressão do DOI-CODI do Rio de Janeiro.



Em entrevista, o hoje pastor Cláudio Guerra, (foto) conta como migrou do Esquadrão da Morte para eliminação de esquerdistas em 1973, no auge da repressão política.

Ele foi o homem de confiança do coronel Freddie Perdigão, chefe do SNI, responsável por dezenas de vítimas durante os 21 anos do Regime Militar.

Ele detalhou como descobriu uma maneira de ocultar os cadáveres da esquerda: incinerando os corpos em uma usina de açúcar em  Campos, no Rio de Janeiro.

No programa, Cláudio Guerra faz um apelo à Comissão Nacional da Verdade para aprofundar os depoimentos dos envolvidos na repressão. E diz que “não tem como restituir as vidas que foram tiradas, mas pode cooperar com o esclarecimento da verdade e reconhecer que foi um erro. Que não se repita”.


Nenhum comentário:

Postar um comentário