segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Decretada prisão preventiva de agente da PF que matou tenente do 25º BC, de Teresina, em Caxias

Do Blog do Sabá

Agente da Polícia Federal, Isnardo Franciolli 
O juiz João Pereira Neto, respondendo pelo plantão criminal em Caxias, decretou a prisão preventiva do agente da Polícia Federal, Isnardo Franciolli Guimarães dos Santos, autuado em flagrante pela morte do tenente José Ramos Correia Júnior, crime ocorrido na noite de sábado para domingo (16) no centro da cidade.

Com a medida, o policial federal deve continuar preso “para fins de garantia da ordem pública, para assegurar a aplicação da lei penal e por induvidável necessidade processual”, afirma o juiz João Pereira Neto em sua decisão.

O fato do autor do crime, um experiente agente da PF, ser treinado para enfrentar situações de risco, também foi citado na decisão do magistrado.

 “Contudo, as regras de experiências do que ordinariamente acontecem devem ser pautadas por critérios objetivos e idôneos, sobretudo quando a pessoa supostamente ameaçada por conduta de outrem é um destacado Agente da Polícia Federal, como o indiciado, com larga experiência sobre como se defender de um risco real ou presumido”, cita o juiz que vislumbra que o autor “parece ter agido sem a necessária cautela para enfrentar a situação de perigo que lhe acorria, pois tão logo a vítima desceu do veículo já foi logo sendo baleada, atingida em região de notória e evidente letalidade, por conta de disparo efetuado pelo indiciado”.

Numa decisão bastante fundamentada, João Pereira Neto quis garantir a ordem pública ao decretar a prisão do acusado para que sua liberdade não colocasse em risco a tranquilidade e a paz social.

“Nessa esteira, não tenho dúvidas, a liberdade prematura coloca em risco a tranqüilidade e a paz social, mostrando-se a prisão cautelar medida essencial para a garantia da ordem pública, para a aplicação da lei penal, e decerto para a conveniência da (futura) instrução probatória, a fim de garantir-se a regular coleta de provas, sem qualquer influência de ânimos, até porque as partes envolvidas pertencem a briosas instituições federais”, afirma o magistrado finalizando: “Ante o exposto, de acordo com o parecer do Ministério Público Estadual, homologo o Auto de Prisão em Flagrante, ao tempo em que CONVERTO em Preventiva a prisão flagrancial lavrada contra Isnardo Franciolli Guimarães dos Santos, Agente da Polícia Federal, para fins de garantia da ordem pública, para assegurar a aplicação da lei penal e por induvidável necessidade processual”.

Corpo do tenente do Exército Jpsé Ramos Correia Júnior (Foto: Blog do Sabá)


Policial federal mata tenente do Exército na cidade de Caxias

Crime aconteceu após discussão no trânsito.

José Ramos Jr. foi morto com um tiro no peito.

Do G1 MA

José Ramos Jr. foi morto com um tiro no peito
Uma discussão no trânsito no centro da cidade de Caxias, a 360 km de São Luís, terminou em morte na noite de sábado (15). O crime envolveu um escrivão da Polícia Federal e um tenente do Exército.

O crime aconteceu em frente à uma pizzaria no centro de Caxias. A vítima, o 2º tenente do Exército José Ramos Correia Júnior, havia parado o carro no meio da rua para falar com um amigo. Em outro carro, logo atrás, estava o policial federal, Isnardo Franciolli que buzinou pedindo passagem.

De acordo com a polícia, o militar teria colocado a mão pra fora do carro, fazendo um gesto obsceno. Então, o polical federal então do veiculo, e deu tapas no rosto de José Ramos Jr. Os dois começaram uma discussão, já no meio da rua, quando o militar teria sacado uma arma. O policial federal também sacou uma pistola e atirou no peito do tenente.

José Ramos foi levado para este hospital, onde já chegou sem vida. Ele tinha 23 anos de idade e estava no Exército há 2 anos. Segundo a polícia civil, que investiga o assassinato, no carro dele foi encontrada uma pistola.

Isnardo Francioli, de 39 anos, não deixou o local do crime até a chegada da polícia. Ele foi conduzido para o 1º Distrito Policial, onde prestou esclarecimentos. A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso.




Um comentário:

  1. Sou irmã do tenente assassinado a sangue frio. Por favor! retire a foto do meu irmão no local do crime. Causa muita dor e sofrimento para toda a família ver essas fotos.

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