terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Oligarquia Coutinho é parte fundamental do projeto de poder de Flávio Dino

Do Blog Camarão Seco

Humberto Coutinho, candidato à Presidência da Assembleia e os dois integrantes da Oligarquia Coutinho: a esposa Cleide e o sobrinho, Léo, prefeito de Caxias
A cidade de Caxias precisa ser conhecida melhor pelo resto do Estado. Administrado pelo prefeito Leonardo Barroso Coutinho, o município é uma espécie de feudo da família Coutinho. Até a única maternidade municipal, envolvida em uma escandalosa sequência de mortes de mais de 100 bebês no ano passado, leva o nome de “Carmosina Coutinho”, genitora do oligarca Humberto Coutinho, candidato da preferência do governador Flávio Dino à presidência da Assembleia Legislativa do Estado. Nem a mãe dele foi poupada de ter o nome associado às tragédias nas vidas de dezenas de mães caxienses.

A lista de acusações do Ministério Público Eleitoral contra Humberto Coutinho, durante sua gestão como prefeito de Caxias, foi da compra de votos e distribuição de bens públicos durante a campanha à contratação irregular de pessoal e servidores no período vedado. Livre das condenações, Coutinho entregou a Prefeitura de presente para o sobrinho Léo Coutinho. A maior obra do prefeito são casas populares construídas pela empresa Amorim Coutinho, do pai Eugênio, que fatura alto com o Programa Minha Casa, Minha Vida.

A Oligarquia Coutinho é um dos pilares de sustentação política do governador eleito Flávio Dino (PCdoB). O deputado estadual Humberto Coutinho foi um dos “padrinhos políticos” do ingresso do governador na política, em 2006. O então governador Zé Reinaldo mandava drenar dinheiro de convênios para o município então administrado por Coutinho que, por sua vez, “patrocinava” a campanha do comunista. Não foi por acaso que, eleito deputado federal, Dino destinou milhões de reais em verbas parlamentares para a cidade de Caxias.

Agora a retribuição do governador eleito será maior ainda. Em Caixas, o terceiro maior colégio eleitoral do Estado, Dino obteve 57,64% dos votos, ou seja, quase 39 mil eleitores nestas eleições. Reunido com o círculo mais restrito de aliados, o governador do Estado prevê um ciclo de 20 anos de poder no Maranhão. E, para isso conta com Coutinhos, Macedos, Rochas e outros que, ao invés de mudar, condenam a vida da população de seus municípios à pior espécie de serviços públicos. Alguns resultam até em mortes.


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