sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

PARCERIA: Governo do Estado e UFPI produzirão biodiesel

Secretário de Governo, Merlong e o reitor da UFPI, José Arimatéia Dantas
O Governo do Estado, em parceria com a Universidade Federal do Piauí, planeja a retomada da produção de biodiesel a partir do óleo descartado na fritura de alimentos. O projeto, atualmente desativado, fazia parte da campanha “Não jogue óleo no ralo”, uma das ações do Programa Água Pura, iniciado em 2009 pela Agespisa, que na época era presidida pelo atual secretário de Governo, Merlong Solano.

O assunto foi discutido na quinta-feira (26) pelo secretário Merlong e pelo reitor da UFPI, José Arimatéia Dantas. “A ideia é que possamos dar continuidade a esse trabalho que traz uma série de benefícios, principalmente do ponto de vista ambiental, porque depois de utilizado, geralmente esse óleo é descartado de qualquer forma, indo parar no leito dos rios, o que acarreta a contaminação da água e prejuízos ao sistema de esgotamento”, frisa o secretário.

O projeto envolverá também o Movimento Pela Paz na Periferia (MP3), encarregado de mobilizar a população para a coleta de óleo de cozinha, que será levado para a usina de biodiesel da Universidade Federal, onde passará por um processo de filtragem, neutralização e tratamento químico. No momento, a UFPI está reestruturando a usina, que será transferida para um espaço maior e mais adequado no Centro de Ciências Agrárias do campus Ministro Petrônio Portella.

No passado, 228 estabelecimentos comerciais, dentre bares, lanchonetes, restaurantes, hotéis e até hospitais, estavam cadastrados para a coleta de óleo saturado. O biodiesel produzido era utilizado para abastecer a frota de veículos da própria Agespisa e os subprodutos resultantes do processo eram destinados a entidades populares para fabricação de sabão, gerando emprego e renda para famílias carentes.

A Agespisa chegou a coletar 120 mil litros de óleo em apenas nove meses, estimulando a participação da sociedade através da concessão de descontos na conta de água, além da manutenção de postos de atendimento na capital. A proposta é que toda essa logística seja colocada em atividade novamente ainda neste ano de 2015.
  

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