quinta-feira, 26 de março de 2015

Risco de desabamento de antigo prédio do INSS preocupa trabalhadores do Centro de Teresina


O antigo prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), situado no cruzamento das Ruas Coelho Rodrigues e David Caldas, tem provocado grande preocupação entre as pessoas que trabalham no Centro da cidade ou que precisam passar pelo local com frequência.

Como o prédio está abandonado há décadas, sua estrutura já apresenta avançados sinais de deterioração, e, portanto, o risco de desabamento é considerável, o que poderia culminar em uma tragédia de grandes proporções.

O prédio fica localizado em frente à Praça João Luís Ferreira, e pertence ao Governo Federal. Há alguns anos, cogitou-se implantar no local um novo centro de cultura do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), mas a ideia acabou não indo adiante, por conta do alto custo estimado para a recuperação do edifício.

Esta semana, a Câmara Municipal de Teresina aprovou um requerimento de autoria do vereador Antônio Aguiar (PROS) propondo a realização de uma audiência pública destinada a discutir uma alternativa de uso social para o antigo prédio. Após conversar com algumas pessoas que trabalham nas imediações do edifício, Aguiar constatou que a sensação de insegurança na região é constante, e todos pedem uma intervenção urgente  do poder público no local.

Em pronunciamento na Câmara, o vereador elencou algumas soluções possíveis para o problema, como a instalação de um centro administrativo da Prefeitura no local, ou mesmo sua destinação para algum projeto da área de cultura e entretenimento.

"Esse prédio poderia agregar secretarias, fundações, institutos e outros órgãos municipais. Nós sabemos que hoje a prefeitura paga aluguéis caríssimos para alocar boa parte da estrutura da administração municipal, em diferentes pontos da cidade. Com a centralização desses órgãos num único edifício, o município estaria poupando recursos públicos e, ao mesmo tempo, facilitando a vida dos cidadãos, por conta da localização estratégica", observa Aguiar.

O vereador do PROS ressalta que o prédio, que tem mais de seis décadas de construção, encontra-se interditado pelo Corpo de Bombeiros. Por essa razão, antes de ser novamente utilizado, ele precisa passar por uma minuciosa restauração, de maneira a garantir a total segurança dos servidores públicos e demais pessoas que irão frequentar o prédio.

Com relação ao investimento necessário para a recuperação, o vereador Antônio Aguiar acredita que os recursos podem ser facilmente levantados a partir de um convênio entre a Prefeitura e o Governo Federal. Além disso, o parlamentar considera que a compensação financeira viria num prazo relativamente pequeno. "Se o edifício voltar a ser utilizado, a Prefeitura estará resgatando um patrimônio de valor histórico para a nossa cidade, ao tempo em que poderá oferecer, num só local, uma série de serviços úteis aos nossos munícipes", pontua Aguiar.

O major Egídio Leite, chefe do setor de Relações Públicas do Corpo de Bombeiros, explica que o principal problema do prédio é a inexistência de um sistema de prevenção e controle de incêndio. "Eu mesmo já participei de vistorias no prédio e, num primeiro momento, não detectamos um risco iminente de desmoronamento. Mas o local está interditado porque não possui os mecanismos adequados para o combate a incêndios. E se, eventualmente, um acidente desse tipo ocorresse, a estrutura poderia não resistir", detalha o major.

Egídio Leite acrescenta que apenas com a realização de uma perícia aprofundada do edifício será possível determinar se ele ainda pode ser recuperado ou se deve ser implodido.

A audiência pública aprovada pela Câmara para discutir o problema deve ser realizada no mês de abril, e para o evento devem ser convidados representantes da Prefeitura de Teresina, do Governo do Estado, do Governo Federal, do Corpo de Bombeiros, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (Crea-PI) e de entidades da sociedade civil organizada.  


















































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