quarta-feira, 18 de março de 2015

Secretário de Saúde do Maranhão quer reforçar recursos para atendimentos em Timon e Caxias

Para Marcos Pacheco, passar os recursos da Saúde para o Piauí é assinar um atestado de incompetência.

Deputados prestigiam reunião com a presença do secretário de Estado de Saúde, Marcos Pacheco

O secretário de Estado de Saúde, Marcos Pacheco, participou na tarde de terça-feira (17) de uma reunião com a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa. Na ocasião, Pacheco apresentou o resultado dos primeiros 80 dias de trabalho à frente da pasta, o projeto que será desenvolvido nos próximos anos, ouviu as demandas e sugestões dos parlamentares e destacou ao longo de toda a reunião a missão da atual gestão.

Ele demonstrou, com dados da secretaria, que recebeu a secretaria com mais de R$ 185 milhões de restos a pagar. Desse valor, o atual governo já pagou R$ 150 milhões. Sobre os recursos destinados a Caxias, que a deputada Andrea Murad (PMDB) tanto reclamou, Pacheco afirmou que é justamente um investimento que terá que ser feito para acabar com uma vergonha para o Estado.

“Precisamos criar uma barreira assistencial com reforço em Timon e em Caxias, independente de quem seja o prefeito. É preciso parar de ter maranhenses atendidos em Teresina. Passar os recursos para o Piauí é assinar um atestado de incompetência”, afirmou o secretário de Saúde, Marcos Pacheco, acrescentando que é preciso parar de ter maranhenses atendidos em Teresina, a capital do Piauí.

O secretário Marcos Pacheco disse ainda que é importante alinhar as ações do Governo do Estado com o Ministério da Saúde e prefeituras fortalecendo as 19 Regionais de Saúde tendo como princípio a Atenção Básica em redes. Sobre a conversa com os parlamentares, Pacheco destacou que a ideia é de um Governo peregrino que discute e que ouve: “Quanto mais a gente ouvir e mais discutir, mais acertada serão as decisões.”

"NÚMEROS QUE ENVERGONHAM"

O secretário de Saúde citou alguns números que “envergonham” o Estado. Disse, por exemplo, que a mortalidade infantil do Maranhão é a maior do país. São 26 mortes por mil nascimentos, por conta da falta de atendimento no pré-Natal.

Outro índice que o Governo Flávio Dino quer mudar, de acordo com o secretário, diz respeito à morte de mulheres durante o parto. Marcos Pacheco contou que no ano passado 107 mulheres morreram por conta de complicações durante o parto. “A gravidez virou risco de morte”, alertou.

DEPUTADO WELLINGTON DO CURSO

O deputado Wellington do Curso (PPS) aproveitou para fazer vários questionamentos.  Ao manifestar preocupação em proporcionar soluções e provocar debates de políticas públicas em relação ao setor, o parlamentar solicitou alguns esclarecimentos apontados por ele como de extrema importância para a saúde pública do Maranhão. Um deles foi à questão da “politização” na saúde, além de cobrar também o prazo para a apresentação dos relatórios dos seus primeiros meses de gestão.

Deputado Wellington do Curso fez vários questionamentos ao gestor de saúde


“Nós, enquanto políticos, temos a oportunidade de fazer mais pela população que depende da saúde pública. Precisamos fazer uma ‘reforma’ de consciência, mantendo os princípios. Gostaria de perguntar ao excelentíssimo secretário, por quem tenho um grande carinho e respeito, quais critérios estão sendo adotados para a contratação em determinados cargos relacionados à secretaria e, se possível, peço ao senhor Marcos Pacheco que esclareça sobre o controle das UPAS, que atualmente são 'administradas' em favorecimento político”, ressaltou o parlamentar.

                                                                                 

Nenhum comentário:

Postar um comentário