segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Jornal O Estado do Maranhão questiona saúde ruim no Governo Flávio Dino

Governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB)
E a saúde…

Enquanto o governo Flavio Dino dedica tempo e dinheiro à tentativa de desqualificar o Programa Saúde é Vida, implantado na gestão passada, a população sofre com a queda significativa na qualidade da Saúde Pública estadual.

Mesmo com recursos assegurados no BNDES, o governo decidiu rever processos e, consequentemente, paralisar as obras de hospitais importantes, que mudariam a realidade do atendimento público em municípios como São Mateus, Pedreiras, Carolina, Lago da Pedra, Vitória do Mearim e Chapadinha.

Em nota, o governo chegou a afirmar que o BNDES enviou equipe técnica para vistoriar os hospitais e em todas “foram detectadas irregularidades nos projetos”. E que, “diante disso, o BNDES paralisou os repasses ao Governo do Estado até que todas as conformidades legais fossem cumpridas”.

O Estado ouviu o BNDES, que desmentiu essa afirmação. A direção do banco atribuiu ao governo Flavio Dino total responsabilidade pela suspensão das obras. Em nota, informou que a suspensão temporária (de recursos) ocorreu diante da necessidade do governo estadual de “adequação a procedimentos internos no processo de aprovação de projetos especiais”.

Além de paralisar obras, o governo suspendeu repasses que garantiam o funcionamento pleno de hospitais inaugurados no governo passado. O corte nos recursos provocou pane em unidades fundamentais ao atendimento de regiões populosas do estado, a exemplo do que aconteceu com o Hospital de Bernardo do Mearim, que fechou as portas no início do ano.

Sem alternativa, a população passou a buscar atendimento em cidades próximas, sobrecarregando ainda mais a Saúde nesses municípios.

O caso das UPAs na capital é outro exemplo de retrocesso. A qualidade do serviço despencou se comparado ao que se tinha antes. O que anteriormente era motivo de elogios da população ­ inclusive de pacientes com plano de saúde e a opção de buscarem atendimento na rede particular ­, hoje é alvo de muita reclamação.

E assim caminha, ou melhor, se arrasta a Saúde no Maranhão.

Da coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão

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