quinta-feira, 10 de março de 2016

MP do Maranhão joga pesado e pede ao TJ lista de gestores condenados

A medida deve tirar o sono de muitos pretensos pré-candidatos a cargos eletivos este ano

Na minha humilde avaliação, a procuradora-geral de Justiça e maior autoridade do Ministério Público do Maranhão, Regina Lúcia de Almeida Rocha, decidiu jogar pesado com aqueles gestores e ex-gestores públicos que foram condenados no exercício da função de gestor pelo Tribunal de Justiça. A medida certamente vai baixar o fogo de muitos criminosos (as) que usurparam o dinheiro público para enriquecimento ilícito. Alguns deles reaparecem agora como se fossem honestos (as) e salvadores (as) da Pátria. Em determinados casos, ao invés de candidatos, muitos poderão até ir para a cadeia, o lugar certo para corruptos.

Aqui no Leste do Maranhão, identifiquei o caso de ex-gestor que o seu governo ficou marcado por atraso de salários e corrupção escancarada. E, agora, posa para fotógrafos como honestos pensando que o povo continua besta sem ter informações de suas estripulias financeiras. Naturalmente, pensa que o povo esqueceu a fome e os desmandos praticados com o dinheiro público sem ter compromisso com a saúde e nem serviços básicos.

Hoje (10), o site do Ministério Público do MA relata a decisão da procuradora-geral de Justiça, Regina Lúcia de Almeida Rocha. Confira:

SÃO LUÍS – Ministério Público do MA pede ao TJ lista de gestores condenados

Objetivo é avaliar casos em que existe a possibilidade de pedido de prisão

MPMA vai avaliar casos em que é possível pedir a prisão dos condenados


Em visita institucional ao presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Cleones Cunha, na manhã desta quinta-feira, 10, a procuradora-geral de justiça, Regina Lúcia de Almeida Rocha, solicitou a lista de todos os processos de gestores e ex-gestores condenados por crime decorrente do exercício da função de gestor, em ação ordinária perante o TJ; e dos que foram condenados, por crime decorrente do exercício da função de gestor, em primeiro grau, confirmadas pelo Tribunal de Justiça.

O objetivo é analisar todos os casos a fim de cumprir a decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, de 17 de fevereiro, que permite a execução da prisão após a confirmação da sentença na segunda instância do Poder Judiciário estadual.

"A recente decisão do Supremo Tribunal Federal fortalece o esforço do Ministério Público em combater a corrupção e diminuir a impunidade", avaliou Regina Rocha.

O promotor de justiça e assessor especial da PGJ, Emmanuel Soares, também participou do encontro. Redação do texto original e foto: CCOM-MPMA

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