quinta-feira, 19 de maio de 2016

Polícia Civil realiza operação de combate a desvios de verbas no MA

Ex-gestores foram conduzidos para Seic na manhã desta quinta-feira (19).

Ponto de partida é município de Dom Pedro, onde ex-prefeita é investigada.

Do G1 MA

A Polícia Civil do Maranhão, por meio da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor), realiza a segunda etapa da ‘Operação Imperador’, contra os desvios de verbas públicas e agiotagem na manhã desta quinta-feira (19), em São Luís, Imperatriz e em municípios do interior do Maranhão. Ex-gestores foram conduzidos para a sede da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), em São Luís. Ao menos 14 mandados devem ser cumpridos, segundo a polícia.
 Ex-prefeita de Dom Pedro (MA), Maria Arlene Barros


Entre os ex-gestores, está à ex-prefeita de Dom Pedro (MA), Maria Arlene Barros. O município foi o ponto de partida da operação, segundo informou ao G1 o delegado-geral de Polícia Civil, Lawrence Melo Pereira. Também foram presos Rodrigo Barros Amâncio, sobrinho da ex-prefeita e proprietário da empresa usada de fachada por Eduardo Costa Barros para fraudar licitações; e a empresária Débora de Oliveira Amaral, laranja de Gláucio Alencar na empresa de mesmo nome, forneceu de forma fraudulenta merenda escolar e medicamentos para a gestão da ex-prefeita.

Segundo apurou o G1, em Imperatriz, na região oeste do Estado, foi preso Zacarias Neto Moreira Mesquita, laranja de Eduardo em pelo menos três empresas de fachada que fraudaram licitações em obras públicas na gestão de Maria Arlete. 

Maria Arlene Barros é investigada pelo envolvimento em esquemas de agiotagem para fraudar licitações na cidade, localizada a 320 km de distância da capital maranhense. De acordo com as investigações, mais de R$ 5 milhões foram desviados da prefeitura entre 2009 e 2012. O filho, Eduardo Costa Barros, conhecido como “Eduardo Imperador” – apelido que deu nome à operação da Polícia Civil –, também é suspeito de comandar a organização criminosa responsável pelo desvio de recursos públicos na gestão da mãe, e chegou a afirmar que o dinheiro que apareceu em sua conta bancária teria origem de um “erro” da instituição.

“A Polícia Civil, em parceria com o Ministério Público estadual está desencadeando essa operação porque já decorre de denúncia oferecida à Justiça, em primeiro grau, lá em Dom Pedro”, disse o delegado Roberto Fortes, superintendente da Seccor.

Investigações

Em 2015, a ex-prefeita Maria Arlene Barros já havia sido presa temporariamente por cinco dias durante a “Operação Imperador”, desdobramento da “Operação Detonando”, iniciada após o assassinato do jornalista Décio Sá, em 2012, que prendeu os empresários Gláucio Alencar e José Miranda, pai e filho acusados de mandar matar o repórter e de comandar um esquema de agiotagem em 42 prefeituras do Maranhão. Em 2012, a apreensão de documentos revelou o esquema.

“Foram identificadas mais de dez empresas em nomes de laranjas com o objetivo fraudar licitações referentes a recursos da merenda escolar, aluguel de máquinas e de carros, e medicamentos”, disse à época o delegado responsável pela operação, Roberto Fortes, sobre como a polícia chegou aos envolvidos.

Na operação, foram apreendidos carros de luxo, máquinas pesadas como tratores, documentos e descoberta uma conta com saldo de mais de R$ 5 milhões.

Em abril do mesmo ano, Eduardo Costa Barros, suspeito de fazer parte de um esquema que, segundo a polícia, desviou R$ 100 milhões de 42 prefeituras do Maranhão. Ele é filho da ex-prefeita do município de Dom Pedro, Maria Arlene Barros.

Eduardo Costa Barros se apresentou na sede da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), no Bairro de Fátima, acompanhado de advogados. Contra ele, havia um mandado de prisão temporária em aberto.

Poucos dias depois, a ex-prefeita Maria Arlene Barros, e seu filho, Eduardo Costa Barros, foram liberados após determinação da Justiça. 

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