quarta-feira, 8 de março de 2017

Federação dos Trabalhadores na Construção Civil garante assistência jurídica aos mais de 450 operários demitidos da fábrica Itapissuma no Piauí

Presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado do Piauí – FETICM, Raimundo Nonato Ibiapina (ao microfone), em Fronteiras (PI)

A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado do Piauí – FETICM, está assegurando total assistência jurídica aos mais de 450 operários demitidos sumariamente pela fábrica de cimento Itapissuma S/A, localizada na Fazenda Monte Alvão, no município de Fronteiras (PI), através de comunicado oficial feito desde a segunda-feira (6/3), antes de ser iniciado o expediente normal de trabalho. Além disso, ficaram sem trabalho outros 3.500 pessoas de forma indireta. A medida atingiu os trabalhadores e moradores das cidades de Fronteiras, Pio IX pelo lado do Piauí e Campos Sales pelo lado do Ceará. 


No comunicado distribuído aos operários que se encontravam ainda nos pontos de ônibus, a diretoria da empresa Itapissuma alegou que os efeitos da crise econômica causaram a redução nas vendas de cimento na ordem de 80%, o que inviabiliza momentaneamente o funcionamento da unidade industrial no Piauí.

Raimundo Nonato Ibiapina 
Na terça-feira (7/3), o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado do Piauí – FETICM, Raimundo Nonato Ibiapina, esteve acompanhado de assessores jurídicos da entidade, visitando os trabalhadores demitidos e ouvindo suas reclamações diante da tal decisão que causou enorme impacto e comoção negativa nas três cidades: Fronteiras, Pio IX (PI) e Campos Sales (CE). Segundo ele, a FETICM montou na cidade de Fronteiras uma base emergencial para dar apoio com assistência jurídica aos operários demitidos, visando a garantia de seus direitos trabalhistas, tais como: pagamento do 13º Salário, férias, FGTS, Seguro Desemprego, dentre outros benefícios assegurados em leis.

Em entrevista ao Blog Ademar Sousa, na tarde desta quarta-feira (8/3), Raimundo Nonato Ibiapina disse que a empresa Itapissuma agiu de forma desumana ao demitir os mais de 450 operários sem nenhuma explicação sobre a garantia do pagamento das verbas rescisórias e outros benefícios. “Sem dúvida, vamos buscar garantir os direitos dos trabalhadores como manda a lei. Para isso, vamos acionar a OAB – PI, Ministério Público do Trabalho – MPT – PI e a Justiça do Trabalho. Em resumo, a Itapissuma vai ter que quitar os débitos trabalhistas pendentes”, afirmou Nonato Ibiapina, lembrando que a empresa já vinha cometendo irregularidades ao longo dos anos, como, por exemplo, atraso de três meses de salários e falta de pagamento das férias de alguns trabalhadores.  Desde 2014, a Itapissuma não paga o PLR aos trabalhadores. 





























































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