quarta-feira, 29 de março de 2017

Governo do Piauí decide reajuste salarial da segurança pública sem negociar com as categorias


A diretoria executiva do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpolpi), juntamente com a Associação dos Policiais Civis do Piauí (Apocepi) e o Sindicato dos Peritos do Piauí (SindPeritos) estiveram em reunião com o secretário de administração Franzé Silva, o secretário de segurança Fábio Abreu e o delegado geral Riedel Batista, na manhã desta quarta-feira (29), na sede da secretaria de administração, para tratarem sobre a proposta de reajuste salarial da polícia civil, além do pagamento das gratificações de insalubridade.

O secretário de administração Franzé Silva informou que o Estado não possui nenhuma contraproposta em relação a proposta de reajuste salarial apresentada pelo Sinpolpi. Mas disse que o Estado está aguardando o fechamento do quadrimestre, para então poder voltar a sentar com as categorias. Porém, em fala, afirmou que o governador Wellington Dias autorizou um reajuste de 6,29% para a folha de pagamento de maio, para o reajuste começar a ser pago em junho.

O presidente do Sinpolpi, Constantino Júnior, afirma que o governo tomou essa decisão do valor de reajuste sem negociar com a categoria, mesmo após reunião realizada no último mês de fevereiro, em que ficou acordado que o governo e as secretarias iriam sentar com a categoria para discussão de reajustes salariais. 


“O governo simplesmente autorizou um reajuste salarial sem passar por negociação. Na reunião de hoje nós colocamos as perdas inflacionárias na ordem de 18%, momento em que o próprio secretário Franzé reconheceu os dados, mas mesmo assim continuou a afirmar que só poderia voltar a tratar de salários depois da divulgação da arrecadação do Estado nesse quadrimestre”, afirmou o presidente.

A reunião girou em torno das mesmas pautas apresentadas para os policiais militares, sendo tomado como decisão concreta o reajuste de 6,29% e a afirmativa dos secretários para a continuidade das negociações salariais em cima das propostas apresentadas pela categoria dos policiais civis.


Categoria cobra o pagamento das gratificações de insalubridade

No ano de 2015 a polícia civil realizou uma greve geral que durou cerca de 20 dias, como resultado, foi instaurado um processo de dissídio coletivo. Segundo o Sinpolpi, nesse processo há alguns itens que não foram cumpridos por parte do governo do Estado, dentre eles o item sete, que fala da relação entre o maior e menor salário (agentes e escrivães comparados aos delegados), além da proposta de reajuste salarial que teria vigência nos anos de 2016-2017-2018.

De acordo com o presidente Constantino Júnior, o Sinpolpi já solicitou o processo de dissídio coletivo para o desembargador James Pereira que, através do seu despacho, disponibilizou o processo. “Nós estaremos fazendo a devida execução desse processo, a fim de que o Estado possa implementar uma lei de reajuste salarial, de acordo com o que foi acordado no Judiciário”, certificou o presidente.


Ao fim da reunião, com a presença somente do secretário Fábio Abreu, foi discutido os pagamentos das gratificações de insalubridade, que está há meses em atraso. Atualmente, 336 policiais civis, que estão aptos a receberem, estão sem o pagamento.

Segundo o presidente do Sinpolpi, a diretoria jurídica do sindicato já está fazendo a execução dentro do processo de dissídio coletivo para que as gratificações sejam pagas.

“Nós estamos pedindo o pagamento atual e o retroativo, que equivale ao mês de dezembro de 2015 até agora. Vamos discutir com nossa categoria para que, de forma democrática, possamos estabelecer aquilo que iremos fazer pelos próximos meses, do ponto de vista das nossas mobilizações, para conquistar o que já está garantido dentro do nosso processo”, finalizou. Fonte: Sinpolpi


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