sexta-feira, 24 de março de 2017

TIMON: Morre o delegado João Pereira, o Pereirão, antes de completar 89 anos de idade

João Pereira, Reginaldo Oliveira, Dona Silvina e Carlos Alberto Oliveira

Vítima de complicações cardíacas e respiratórias, faleceu no início da madrugada desta sexta-feira (24/3), no Hospital Itacor, em Teresina (PI), o delegado aposentado da Polícia Civil do Piauí, João Pereira de Oliveira, o Pereirão, que não dava “mole” na atividade policial para bandidos ao longo de seus relevantes serviços prestados enquanto profissional por mais de 46 anos no batente.  Pereirão completaria 89 anos, no próximo dia 5 de maio. Ele deixou todos os filhos criados, porém, netos adultos e ainda crianças, assim como bisnetos todos menores de idade.  O dia foi de tristeza para filhos, parentes e amigos que admiravam o velho Pereirão.  O sepultamento aconteceu no final da tarde de hoje, no cemitério São José, no centro de Timon (MA).

João Pereira era considerado um homem de barriga cheia como se diz na linguagem cotidiana de qualquer cidade interiorana. Mas, aliado a isso, contou sempre com a colaboração de sua esposa, agora viúva Dona Maria Silvina, que completará 91 anos, no dia 23 de abril de 2017. Pereirão e Dona Silvina viveram 66 anos de união.

Entre os seus filhos mais conhecidos, são eles: Carlos Alberto Pereira de Oliveira, o Carlão (ex-secretário Municipal de Finanças); João Pereira Filho (Policial Civil); Reginaldo Oliveira (Corretor de Imóveis); Antônio Pereira (motorista do SAMU) e Gilberto Pereira (servidor público do Piauí). O empresário José Costa de Oliveira é enteado de João Pereira, o Pereirão.

 O Pereirão dizia sempre que Dona Silvina é uma grande mulher parceira com forte poder de liderança e que sempre soube cuidar da família como ninguém nos momentos de sua ausência devido a sua correria imposta pela profissão de policial em missões até fora do estado do Piauí nas investigações de ofício.

João Pereira e Dona Silvina 

HISTÓRIA DE VIDA DURA

João Pereira de Oliveira, o Pereirão, como gostava de ser chamado nasceu no dia 5 de maio de 1928, no Povoado São Miguel, na zona rural de Timon, depois passou a residir na localidade Piranhas com os seus pais: Maximiano Pereira de Oliveira e Maria Pereira da Conceição. Ainda como adolescente trabalhou como vaqueiro do Povoado Barra das Pombas ao Povoado São Miguel. Naquela época de tempos difíceis, enfrentou momentos e situações de seca e de fome, em razão da pobreza da família Pereira Oliveira. 

Pois bem. Em 1951, ele ingressou na Polícia Militar do Piauí ficando até 1957. Depois de três anos, em maio de 1960, passou a trabalhar nos quadros da Guarda Civil. Mais tarde, atuou como investigador, comissário até ser promovido delegado de carreira profissional exercendo o cargo de delegado titular do 12º Distrito Policial, na zona Leste de Teresina. Antes, passou pela extinta Central de Polícia e 1º Distrito Policial, no centro da capital piauiense.


Foto 1: Manelim Chaves (in memorian), sendo que sua família ainda mora no centro de Timon e João Pereira, o Pereirão, aos 36 anos, com a farda da antiga Guarda Civil do Piauí, em 1964, na Praça da Bandeira, no Centro de Teresina. Foto 2: Pereirão então com 36 anos, em 1964. Foto 3: Dona Maria Silvina, com 38 anos, em 1964.

Ao longo da carreira policial, João Pereira de Oliveira, o Pereirão, sempre defendeu o respeito, a ética e a seriedade como ponto de partida para o sucesso na vida profissional dedicada ao estado do Piauí em defesa da Polícia Civil e da sociedade como um todo. Teve importantes parceiros na atividade policial, entre eles, amigos fieis conhecidos como Duzentos, Raimundinho (in memorian). Para a sua felicidade, Pereirão está aposentado desde o dia 18 de julho de 1997.

Desde muito jovem, Pereirão pedia a Deus que lhe proporcionasse oportunidade de alcançar momentos bons antes mesmo de a velhice chegar. Finalmente, conseguiu galgar posições que culminaram com sua ascensão a postos mais relevantes nos quadros da Polícia Civil que resultaram numa melhor condição de vida digna para o sustento de sua família. Ou melhor, levava uma vida sossegada usufruindo de tantos anos de luta sem tempo para viver a vida mais tranquilo em clima de paz e harmonia.



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