sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Aluna agride diretora em colégio do Piauí

Imagens foram parar na internet, após professora confrontar estudante sem uniforme em escola; jovem teria transtorno depressivo

Juarez Oliveira, especial para o Estado

TERESINA - A professora Marilena Silva, diretora da Escola Firmina Sobreira, em Teresina, no Piauí, foi agredida a socos, puxões de cabelo e pontapés por uma aluna de 16 anos nesta quarta-feira, 6, no pátio do colégio. Um vídeo com as imagens da agressão passou a circular nas redes sociais, mostrando também xingamentos trocados entre as duas. Ouça:

O fato ocorreu após a diretora chamar a atenção de alguns alunos que entraram na unidade para realizar as últimas provas do semestre sem o uniforme completo. “Eu não impedi que ela fizesse prova e não queria que ninguém fosse prejudicado. Mas disse que, a partir do dia seguinte, não iria aceitar que ninguém entrasse sem fardamento (uniforme). Aí, ela se irritou e me agrediu daquela forma”, disse Marilena ao Estado.

A professora informou que a aluna já havia estudado na Firmina Sobreira em 2015, após ser transferida de outra escola por ter sido vítima de agressão praticada por colegas. “Ela acabou reprovada, pois não tinha conseguido se adaptar.”

A jovem frequentou uma escola da rede privada em 2016. Em agosto de 2017, a escola Firmina Sobreira recebeu uma intimação do Conselho Tutelar para que a aluna fosse readmitida, desde que respeitasse as regras.

A estudante foi levada da escola após agredir física e verbalmente a professora Foto: Reprodução

Segundo Lucileide Magalhães, do 1.º Conselho Tutelar de Teresina, a aluna é diagnosticada com transtorno depressivo e faz uso de medicação controlada. Outro conselheiro, Marcus Vinícius Gomes, considerou que a jovem sofreu um “princípio de surto psicótico”.

Lucileide informou ainda que nesta quinta-feira, 7, o Conselho Tutelar se reuniu com a família da aluna e psicólogos para discutir as providências. “O foco dessa primeira reunião foi a situação da adolescente, no aspecto escolar, após o ocorrido. Ficou decidido que ela vai retomar as atividades dela na Gerência de Educação, para concluir o ano letivo.” A jovem estaria sofrendo cyberbullying, uma perseguição na internet, por causa do caso.

A diretora da unidade escolar Firmina Sobreira prestou depoimento nesta quinta na Delegacia do Menor Infrator, em Teresina. “É um descaso muito grande das autoridades. Você sabe que não temos vigilantes nas escolas, o que temos são agentes de portaria e acaba tendo um descompromisso, entra quem quer, você pede para vigilância não deixar entrar sem farda e às vezes os próprios vigias não querem bater de frente, porque qualquer coisa dá processo. E acaba que a gente fica vulnerável dentro da escola.”


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