quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

As distorções da entrevista de Flávio Dino sobre a verba à TV Mirante

Governador comunista Flávio Dino, do Maranhão 

De O Estado – O governador Flávio Dino (PCdoB) contou apenas meia verdade ao relatar à Folha de S. Paulo, em entrevista divulgada ontem, que diminuiu os gastos do Governo do Estado com publicidade paga à TV Mirante.

À repórter Thais Bilenky, o comunista disse que reduziu de 54%, em 2012, para 19%, em 2017, o total da verba publicitária destinado ao veículo de maior audiência no Maranhão.

Dino não contou, no entanto, que o valor caiu drasticamente neste ano – sobretudo nos últimos meses -, porque o governo simplesmente não paga o que deve. A inadimplência provocou o bloqueio da mídia do Executivo na afiliada da TV Globo no Maranhão.

Omitiu, também, o fato de que a mais recente pesquisa de audiência do Ibope aponta que a TV Mirante detém exatamente 54% de participação na audiência do estado. As três principais concorrentes, juntas, apenas metade disso: 27%.

Esse dado aponta, então, para possível improbidade do governo comunista – porque, se a maior audiência recebe apenas 19% da verba publicitária, para onde estariam indo os 81% restantes? – e para a comprovação de que, na gestão passada, a verba era apenas dividida de acordo com índices de audiência.


Distorções – Flávio Dino também evitou falar sobre outras distorções na distribuição da verba de publicidade na sua gestão.

Não comentou, por exemplo, por que a publicidade legal do Executivo tem sido publicada massivamente no jornal O Imparcial, que não é auditado pelo Instituto Verificados de Comunicação (IVC) – no Maranhão, o único que passa por auditoria externa é o jornal O Estado.

E esqueceu de mencionar o rumoroso caso da verba destinada ao apoio do Campeonato Maranhense de Futebol de 2017. Por meio da Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (Sedel), o governo liberou R$ 1,8 milhão. Desse total, R$ 900 mil foram rateados entre os clubes e outros R$ 900 mil ficaram a cargo da Federação Maranhense de Futebol (FMF) e da TV Difusora.


Em tese, parte da verba deveria custear a transmissão de jogos pela TV. Ao fim da competição, no entanto, apenas um jogo da fase classificatória e da final foram efetivamente transmitidos.

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