terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Reforma da Previdência vai a votação até dia 19



Taxar grandes fortunas, lucros e dividendos das empresas são alternativas apresentadas pela senadora Regina Sousa para a Previdência do Brasil. Ela e a senadora Gleisi Hoffmann são autoras de um projeto de lei, aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e aguardando a apreciação no plenário, que prevê a redução dos salários dos senadores. "Reduzindo os grandes salários também ajudamos a desafogar a previdência. Juízes, desembargadores, procuradores e outros também poderiam adotar esse gesto", defende a senadora.


O assunto foi abordado com profundidade pela parlamentar durante as visitas aos municípios piauienses de Marcolândia, Caridade do Piauí, Curral Novo, Simões e Cadeirão Grande do Piauí no último final de semana. Na oportunidade, a senadora conversou com trabalhadores e trabalhadoras e lideranças políticas sobre a importância de reagir nesse momento final, considerando que a Reforma da Previdência deve ser colocada em votação até dia 19 de dezembro.

Em Marcolândia, a senadora Regina Sousa acompanhou os deputados Assis Carvalho e Franscisco Limma, secretário de Desenvolvimento Rural, em visitas na cidade. Durante solenidade ela alertou para cortes orçamentários e os retrocessos na proposta da reforma da Previdência.

Em Caridade do Piauí, a senadora foi recebida na Sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Ao falar das mudanças na legislação trabalhista, Regina alertou para o risco do trabalho intermitente. "É a modalidade em que o patrão assina a carteira, mas só chama o trabalhador no dia que precisar e este só ganha pelos dias trabalhados. Pode ganhar menos que o salário mínimo e ainda tem que pagar a própria previdência. Dessa forma, nunca vai se aposentar", esclareceu.

O momento, segundo a senadora Regina, é oportuno para pressionar vereadores e prefeitos a lutarem contra a reforma da previdência. O prefeito de Curral Novo, Junior Abel (PMDB), participou da palestra proferida pela senadora na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e defendeu a não aprovação da Reforma. "Não acredito na aprovação dessa reforma. Já pedi ao meu deputado federal Marcelo Castro que não vote. O impacto para os municípios pequenos é enorme", declarou.

Em Simões, a senadora concedeu entrevista na Rádio Veredas FM acompanhada de Adalberto Carvalho, presidente do PT local, e o vereador Luciano César (PT), e fez visita ao prefeito Zé Ulysses (PP) solicitando o seu apoio na luta pela não aprovação da Reforma da Previdência.

"No governo de Temer, os mais pobres são os mais penalizados", declarou a senadora Regina durante mais uma explanação na Câmara Municipal de Caldeirão Grande. A contribuição por 40 anos para receber o valor integral é um dos itens polêmicos do texto. "O PT não é contra a Reforma. Somos contra do jeito que ela está. Não pode ser o mais pobre quem vai pagar a conta", afirmou. A CPI da Previdência confirmou a existência de um rombo na previdência brasileira e os maiores devedores são os grandes bancos e o próprio governo.

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