sexta-feira, 27 de abril de 2018

Comunistas “querem candidato único no Maranhão”, diz Roseana


Em entrevista exclusiva, ex-governadora diz que adversários demonstram medo da sua entrada na disputa eleitoral

De O Estado do Maranhão

Ex-governadora Roseana Sarney 

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) condenou hoje (27), em entrevista a O Estado na sede do Grupo Mirante, a série de boatos envolvendo seu nome nos últimos dias.

Classificadas de “fake news” pela emedebista, as informações davam conta de que ela teria desistido de disputar a eleição de outubro deste ano e, ainda, que ela teria deixado o país para uma viagem aos Estados Unidos.

Para Roseana, os adversários demonstram medo da sua entrada no processo eleitoral.

“Tá mantida a pré-candidatura. Todas essas notícias [sobre desistência] são fake news e refletem algum tipo de medo da minha pré-candidatura. A única pessoa que pode dizer se é candidata, ou não, se vou viajar, ou não, sou eu”, declarou. “Publicar uma coisa dessas sem me consultar, sem me perguntar, acho que não é ético por parte de jornalista nenhum. Jogando notícias para que as pessoas comecem a pensar diferentemente daquilo que está acontecendo na realidade”.

A ex-governadora criticou o grupo liderado ao governador Flávio Dino (PCdoB). Na opinião dela, partem dos comunistas os ataques a sua pré-candidatura.

“Eu acredito que eles querem que tenha uma única candidatura”, completou.

Uso da PM

Roseana também comentou o caso do uso da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) para espionar adversários do Governo do Estado no interior e as novas revelações feitas no caso da Operação Pegadores, da Polícia Federal, que flagrou um esquema de desvios da ordem de R$ 18 milhões na Secretaria de Estado da Saúde (SES).

“Muito triste isso para mim, nunca imaginei isso, mas não quero comentar muito o assunto. Essa outra denúncia da saúde, tirar o dinheiro do povo, que precisa tanto de saúde, desviando, tendo morte, acho isso um verdadeiro absurdo”, destacou.

“Não sei se influencia, ou não [no processo eleitoral], mas que a população fica sem saúde, fica, e sem segurança também, porque a polícia, de repente, não está dando segurança para o povo, mas a serviço da política. É a polícia política”.


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