sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Sem sentido

Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República 


A nova estratégia dos membros do grupo político do governador Flávio Dino (PCdoB) é tentar atrelar a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) ao grupo da ex-governadora Roseana Sarney (MDB). O deputado eleito, Duarte Júnior (PCdoB), sempre a serviço de Dino, usou as redes sociais para fazer a fraca relação.

É óbvio que não há a ligação entre Bolsonaro e o grupo Sarney. O próprio ex-presidente José Sarney (MDB) se posicionou neutro neste segundo turno.

O que ocorreu é que lideranças do MDB e também de outros partidos de oposição, como o deputado Adriano Sarney (PV) e o senador Roberto Rocha (PSDB), declararam votar no segundo turno no candidato do PSL.

E a situação local é que determinou a posição dos oposicionistas. A equação é simples: a candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad é Manuela D’Ávila, que pertence ao partido de Flávio Dino. Se ganha o petista, Flávio Dino se fortalece no Maranhão.

E para quem é adversário e contra o comunismo estabelecido por Dino no estado, não há nada mais natural do que votar contra o que fortalece o seu adversário político.

O problema é que o governador e seus aliados querem levar até para a disputa presidencial essa dicotomia cansada de Sarney/anti-Sarney, que não deverá mais sustentar o discurso dos comunistas nos próximos quatro anos.

Coluna Estado Maior, de O Estado do Maranhão  

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