quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Falta de CNH é um dos maiores responsáveis por acidentes envolvendo motocicleta

Sem a devida formação, motociclistas não aprendem noções de trânsito, de itens de segurança e técnicas de pilotagem

                                     Foto: Divulgação
Desconhecimento das leis de trânsito, impaciência do condutor e falta de habilidade com as técnicas de pilotagem. Estas são apenas algumas das maiores causas de acidentes com vítimas envolvendo motocicleta, o veículo que mais mata no Brasil. Das 37,3 mil mortes que ocorreram em 2016, elas foram responsáveis por 12,1 mil, o que representa 32% dos acidentes, de acordo com o Observatório Nacional de Segurança Viária.

 Acidentes de trânsito são a principal causa de mortes de jovens entre 19 a 25 anos. E os especialistas no assunto chamam a atenção para o despreparo dos condutores por falta da carteira de habilitação. Para o instrutor de trânsito, Arcanjo Matos, só a CNH permite ao motociclista saber sobre a importância de itens como: conhecer os pontos cegos, frenagem correta, combinando os freios dianteiro e traseiro e o respeito às leis de trânsito.

Ele frisa que o não uso do capacete, principal item de segurança, também tem sua importância desprezada por quem não passa pelo processo de habilitação. “No curso, o futuro motociclista passa conhecer melhor as normas de circulação e conduta, as técnicas de pilotagem, como conduzir um passageiro, controle da moto, desvio de obstáculos, frenagem normal, frenagem de emergência, as placas de trânsito e tantas outras regas”.

Além disso, o aluno também aprende noções de primeiros socorros, de respeito ao meio ambiente e todas as técnicas da direção defensiva para ser prudente no trânsito. Outra etapa essencial do processo é o exame psicológico. “Alguns alunos brincam ao dizer que o exame psicotécnico vai avaliar a sanidade mental do candidato. O que é um engano, pois ele vai medir o grau de atenção e concentração do condutor, nível de agressividade, se ele tem um bom poder de previsão, de ação e reação”, explica Arcanjo.

O instrutor alerta para uma urgente mudança de comportamento dos condutores para diminuir o número de óbitos no trânsito. Sem falar nas fiscalizações, que devem ser mais intensas e as punições mais rigorosas.  “Não justifica que as motocicletas representem apenas 27% do total da frota nacional, segundo o Denatran, mas terem sido responsáveis por 74% de todas as indenizações do seguro Dpvat em 2017. Cada condutor tem sua responsabilidade imensa no trânsito. Mas é preciso insistir em uma formação responsável”, arremata.





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