quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Corregedoria Geral de Justiça vai traçar perfil das unidades judiciárias de todo Piauí



Oito cidades, 20 juizados, dezenas de juízes e servidores. Mais que números, a comitiva da Corregedoria Geral de Justiça do Piauí (CGJ-PI) começou o ano em busca de um objetivo: traçar a panorama das unidades judiciárias do Piauí. A meta é entender as dificuldades e os gargalos de cada região para traçar estratégias conjuntas e aumentar a produtividade do judiciário piauiense.

Para isso, o corregedor geral de Justiça, desembargador Hilo de Almeida Sousa, o juiz auxiliar Luís Moura, o presidente da Associação dos Magistrados Piauienses, juiz Thiago Brandão de Almeida, além de assessores jurídicos, visitaram nos últimos dias as comarcas dos municípios de Capitão de Campos, Pedro II, Piracuruca, Piripiri, Luís Correia, Parnaíba, Buriti dos Lopes e Cocal. Até o final da gestão, todas as 67 comarcas do Piauí devem receber a comissão.

“Tenho dito que mais que fiscalizar e punir, a CGJ vai conhecer, orientar e ser um braço de apoio das unidades judiciárias em todo Piauí. Sabemos que cada região tem suas dificuldades e suas peculiaridades, por isso cada um precisa de um olhar atento. Essa conversa com os juízes e os servidores é essencial para conhecermos cada unidade e poder, de fato, fazer diferença na ponta, na vida das pessoas, através da melhoria da produtividade”, destaca o desembargador Hilo de Almeida.

Para o Dr. Carlos Augusto Arantes Júnior, juiz titular da Comarca de Cocal, respondendo pela Comarca de Buriti dos Lopes, a visita do Corregedor Geral e equipe simboliza um incentivo a todos os servidores e magistrados para que possam desempenhar suas funções cada vez melhor.

“Percebemos com essa atitude de visitar cada comarca do Piauí uma iniciativa muito produtiva da Corregedoria, no sentido de verificar, visualizar todas as dificuldades que cada uma tem passado, de norte a sul. Muita coisa já melhorou, mas muita coisa ainda precisa ser feita no sentido de poder dar efetividade à Justiça do Piauí. Tivemos uma conversa, em que a Corregedoria passou todas as visões, propostas, metas que ela tem para esta gestão. Espero que todos juntos possamos trabalhar em prol de um judiciário melhor”, defende o juiz.

Para Caroline Neiva Santos, analista Judicial da 1ª Vara Criminal de Parnaíba, a gestão do serviço público, que visa prioritariamente à prestação judicial de excelência, passa pela gestão não só de sistemas e equipamentos, mas principalmente pela gestão das pessoas que compõem o Poder Judiciário.

“A visita do desembargador-corregedor e de sua equipe à comarca de Parnaíba demonstrou a preocupação dele em motivar os servidores e acompanhar os trabalhos desenvolvidos no primeiro grau de jurisdição, além de conceder oportunidade única a todos nós de mantermos um canal de comunicação direto com a administração superior, aperfeiçoando as práticas já empregadas e permitindo o intercâmbio de propostas e novas ideias. Acredito, enquanto servidora, que as propostas de incremento e valorização dos servidores apresentadas pelo Corregedor e pelo juiz auxiliar terão reflexo direto na produtividade de todo Tribunal, fornecendo uma prestação jurisdicional condizente com os anseios da sociedade piauiense”, disse Caroline Neiva Santos.

O presidente da Associação dos Magistrados Piauienses, juiz Thiago Brandão de Almeida, acompanhou as visitas e falou da importância de se investir na parceria em busca de uma maior produtividade. “A Amapi aplaude essa iniciativa da Corregedoria, pois ela aproxima a gestão do Tribunal das unidades do interior que, muitas vezes, têm uma realidade de trabalho bem diferente da vivenciada em Teresina”, frisa.

Nas próximas semanas, a equipe da Corregedoria deve continuar as visitas. "O aumento da produtividade do judiciário em todo Piauí, bem como o incremento das políticas de conciliação e mediação e o combate à violência contra mulher são metas em comum do presidente do Tribunal, o desembargador Sebastião Martins, como nossas, à frente da Corregedoria. Para isso acontecer, todos os atores envolvidos precisam estar atentos e prontos para implantar ações inovadoras. Já estamos estudando como fazer isso de forma prática, investindo tanto em tecnologia como no apoio e reconhecimento das unidades que apresentem esse avanço. Juntos, vamos dar esse importante passo", conclui o Corregedor.





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