segunda-feira, 1 de abril de 2019

João Henrique Sousa na corda bamba



                João Henrique com Carlos Melles, que quer a sua cadeira no Sebrae

O ex-ministro João Henrique Sousa – hoje o único piauiense em cargo de destaque no plano nacional – está na corda bamba na presidência do Sebrae. Uma megaoperação para destituí-lo do cargo foi noticiada na imprensa nacional por vários veículos de comunicação.

Segundo a revista Veja, em sua edição on line, “está em curso no Sebrae um movimento para afastar o atual presidente, João Henrique de Sousa, eleito em novembro para um mandato de quatro anos”. Sua eleição, antes da posse do presidente Jair Bolsonaro, contou com articulação do então presidente Michel Temer. À época, João Henrique era presidente do Sesi, por indicação de Temer.

Conforme ainda a revista, dez integrantes do Conselho Deliberativo assinaram requerimento convocando uma reunião para derrubar o presidente do Sebrae.

A revista dá conta que quem está por trás da manobra é o ex-deputado federal Carlos Melles, de Minas e não reeleito. Ele é o atual diretor de Administração e Finanças do órgão e faz o jogo do governo nessa empreitada.

De olho no caixa

A operação tem o dedo do ministro da Economia, Paulo Guedes, que, segundo a Folha de S. Paulo, trava uma disputa com líderes das principais entidades do Sistema para assumir o comando de um orçamento de quase R$ 18 bilhões e poder usar esse dinheiro no custeio de projetos do governo.

No centro desse embate, acrescenta o jornal, estão a CNI (Confederação Nacional da Indústria), o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e a CNC (Confederação Nacional do Comércio). Essas entidades administram a rede de Sesi, Senai e Sesc.

Aparelhamento

Paulo Guedes articula indicações com o objetivo de patrulhar a gestão e o caixa dessas instituições, informa a Folha. Assim, o governo pressionou para que, em 25 de abril, o Conselho de Administração do Sebrae vote a destituição do atual presidente, João Henrique Sousa.

A CNC e o Sebrae trocaram seus dirigentes pouco antes da posse de Bolsonaro, o que desagradou ao governo, que, agora, quer fazer uma faxina geral. No Sebrae, o governo diz ter 11 dos 15 votos do Conselho de Administração. Para a destituição, é preciso maioria simples.

Jogo bruto

No mês passado, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, foi preso durante a Operação Fantoche, da Polícia Federal. Ele foi denunciado como suspeito de participação no desvio de recursos do Sistema S em um projeto realizado em parceria com o Ministério do Turismo, mas foi solto no mesmo dia.

Embora posto em liberdade, o presidente da CNI foi afastado temporariamente do cargo e até agora não retornou ao comando da instituição. (As informações são da Coluna do Zózimo/Portal Cidade Verde). 

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