terça-feira, 26 de novembro de 2019

PI: Comandante diz que ter PMs envolvidos em roubo "macula a imagem da corporação"

Coronel Lindomar Castilho, comandante geral da PMPI 

O comandante da Polícia Militar do Piauí, coronel Lindomar Castilho, informou que o PM suspeito de envolvimento em um assalto a cargas na zona Sul de Teresina ainda não se apresentou ao 2° Batalhão da PM. O policial identificado como subtenente Márcio Ribeiro tem oito dias para se apresentar à corporação. O prazo iniciou nesta segunda-feira (25).

“Estamos providenciando primeiro uma prisão administrativa, disciplinar, só pelo envolvimento do nome dele, da Polícia Militar, isso macula a imagem da corporação. Já determinei ao corregedor para determinar sua prisão administrativa”, explicou o comandante da PM.

Caso não se apresente no prazo, o subtenente poderá responder por crime de deserção, um crime gravíssimo para os militares.

Segundo Lindomar Castilho, o militar suspeito é antigo na corporação, com mais de 30 anos de polícia e com passagem pelo 2° Batalhão de Parnaíba. Um levantamento inicial da PM apontou que o militar tem algumas transgressões disciplinares que ainda não foram reveladas pelo comando da corporação. “A vida pregressa dele pode contar desfavoravelmente contra a permanência dele na PM”.

Contra os dois PMs envolvidos no caso foram abertos dois dois processos distintos, um no âmbito criminal e outro no âmbito administrativo.

O soldado Hélio - preso em flagrante portando uma arma de fogo com mais três suspeitos - foi liberado após audiência de custódia. Ele estava lotado no 1° Batalhão.

“Isso não impede que ele responda também ao processo administrativo, que foi instaurado pela Corregedoria, que não é fácil, é grave, mas ele vai ter que enfrentar. Nós militares temos que ter uma conduta ilibada”, afirmou Lindomar Castilho.

O Cidadeverde.com entrou em contato com a defesa dos policiais apontados como suspeitos. O advogado Otoniel Bisneto informou que o subtenente Márcio Ribeiro não está foragido. O PM estaria de atestado médico, emitido por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Timon no último sábado, dia 23 de novembro, e recebido pelo Batalhão às 19h desta segunda (25).

Segundo o advogado, ao pedir licença médica, o policial devolveu seu armamento à corporação. A defesa apresentou um termo de devolução de arma ao 6° Batalhão da Polícia Militar, datado do domingo (24). Nele consta a devolução de uma pistola.40, três carregadores com 30 munições não deflagradas, além de um colete e um par de algemas.

Para o advogado dos PMs, os policiais não têm nenhuma participação com roubos de cargas. Ele afirmou há uma “cortina nebulosa” no caso e que não entende a motivação do comandante da PM ao apontar um suposto paradeiro do policial.

O atestado do subtenente foi de três dias e vai até esta terça-feira (26). Segundo a defesa, vencido o prazo, ele irá retornar ao batalhão.

(Com informações de Valmir Macêdo, do portal Cidade Verde)

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