sábado, 21 de dezembro de 2019

Weverton manda recado a Brandão: ‘não é questão de idade’

Carlos Brandão e Weverton Rocha 
O senador Weverton Rocha (PDT), pretenso candidato a governador do Maranhão em 2022, mandou na sexta-feira (20), durante entrevista ao programa Ponto e Vírgula, da Difusora FM, um recado ao vice-governador Carlos Brandão (PRB), seu virtual adversário interno na busca pela sucessão de Flávio Dino (PCdoB).



Segundo ele, o aliado não tem prioridade de candidatura apenas por ser mais velho, ou estar há mais tempo na política.



“Argumentos têm que existir, mas argumentos consistentes. Se o Brandão amanhã utilizar esse argumento de que eu sou novo e eu tenho que esperar, porque ele está há mais tempo, então ele mesmo vai estar dizendo que não foi correto com o grupo dele, de origem. O José Reinaldo também tinha mais tempo do que a gente, do que eu e a [senadora] Eliziane Gama, e eu não vi, em momento algum na mesa ele pelo Zé Reinaldo. Então vamos com calma, porque não é questão de idade, a população não esta discutindo idade, a população está discutindo é resultado. Nós temos hoje um processo de transição no Maranhão. Não é critério idade quem está mais tempo ou não, o critério é quem é que vai ajudar a continuar o legado que está sendo construído”, afirmou.


O pedetista também destacou que, na opinião dele, o fato de ser vice, e de estar na cadeira quando Flávio Dino deixar o mandato para as disputas de 2022, não credenciam Brandão a ser, automaticamente, o candidato escolhido pelo grupo.

“Não podemos achar que as coisas são por osmose, não é automático. Por exemplo: eu sou vice, sentei na cadeira, então, automaticamente, todo mundo tem que me obrigar. Em momento algum o PDT deu cheque especial em branco para ninguém para fazer a coligação por nós. Nós apoiamos o Flávio Dino, eu votei no Flávio pra ser o governador, e ele foi eleito pra quatro anos, e eu pra oito anos. Então, se em algum momento nosso grupo definiu, ou para o projeto coletivo, ou individual, de interromper esse mandato [de senador] para daí definir, é preciso a gente sentar na mesa [sic!] e conversar”, ponderou.

Ele comparou a situação do vice-governador com a do seu primeiro suplente, Roberth Bringel (DEM). “Exemplo: se eu sair candidato a governador, é obrigado todo mundo apoiar meu primeiro suplente para continuar no mandato, para ele se reeleger, porque eu saí? Então, assim, é outra conversa. É uma nova eleição e vai ter que se discutir“, completou. (Com informações do Blog do Gilberto Léda). 

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