sábado, 1 de fevereiro de 2020

Namorada da filha de piauiense carbonizado era controladora e ciumenta, dizem comerciantes



Romoyuki Gonçalves era natural de Cocal, no interior do Piauí. Na foto, ele ao lado do filho caçula e da esposa

Foto: Reprodução Facebook

Carina Ramos, 26 anos, namorada da filha do casal encontrado morto carbonizado no ABC, é descrita como ciumenta e controladora por comerciantes que conviviam com ela e Ana Flávia Menezes Gonçalves, 24 anos. As duas foram presas na última quarta-feira (29), suspeitas de participação nas mortes do piauiense Romoyuki Gonçalves, sua mulher, Flaviana, e o filho do casal, Juan.

Ana Flávia cuidava do quiosque de cosméticos da família no São Bernardo Plaza Shopping, em São Bernardo do Campo. Segundo vendedoras e comerciantes de lojas próximas, "ela gostava muito de conversar com todos, mas mudava completamente quando Carina chegava ao local".

"Ela demonstrava ser muito ciumenta. A Ana não conversava direito com a gente quando a Carina estava aqui", conta uma vendedora que pediu à reportagem para não ser identificada.

Outra lojista disse que Ana ficava retraída com a presença de Carina no quiosque. "Ela só falava com as clientes. E só o que era necessário", diz. Ela ainda contou que quando Flaviana chegava ao quiosque, a namorada da filha deixava o local. "Mas quando a mãe não estava, Carina ficava todo tempo colada na Ana", descreve. 


Ana Flávia e a namorada Carina Ramos

As vendedoras ainda contam que estranharam a aproximação de Flaviana e Carina nas últimas semanas. "Elas chegaram a ficar juntas no quiosque, o que não era normal", dizem.

O quiosque da família está fechado desde a última terça-feira (28), quando a família foi encontrada morta. Eles também eram proprietários de outro quiosque da mesma marca de cosméticos em um shopping de Mauá (ABC).

Emprego

As lojistas do shopping ainda afirmaram que Carina distribuiu alguns currículo há alguma tempo, na esperança de conseguir uma vaga de vendedora.

A reportagem teve acesso ao documento em que a jovem diz ter feito cursos de auxiliar de necropsia, almoxarifado, administrativo e informática.

A reportagem foi até o endereço que consta no currículo de Carina, em um condomínio popular do Jardim Santo André (ABC). O síndico do edifício informou que a avó da jovem morava no local, mas ela se mudou há três anos. "Ela nunca morou aqui, mas vinha bastante visitar a avó", disse.

Resposta

O advogado Lucas Domingos, que defende Ana Flávia e Carina, tem afirmado que as duas negam participação e autoria no crime.

Questionado sobre contradições nos depoimentos delas, ele disse que, quando tiver acesso ao inquérito do caso, verificará "quais são".

"Também preciso ter acesso às filmagens e falar melhor com elas para constatar se de fato existem contradições. Tenho que ver o que posso fazer para ajudá-las."

Ele afirmou que foi contratado por uma amiga das suspeitas, que preferiu não identificar.

Fonte: Folhapress

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